October 2012
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September 2012
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E de repente um telefonema de madrugada...
Ela: Alô?
Ele: Tem um minuto pra mim?
Ela: Quem tá falando?
Ele: Por favor não finja que já não conhece mais minha voz...
Ela: Eu não reconheço essa voz, pode me dizer quem é? Vou desligar.
Ele: Depois de tanto tempo será que realmente não conhece mais?
Ela: Quer saber, se não for dizer quem é eu vou desligar, não tenho nada pra falar com um louco que me liga a esse horário perguntando se eu reconheço a voz... Desculpe!
— "PIPIPI" foi o barulho do celular quando ela desligou.
Ele insistiu em ligar novamente e...
Ela: O que você quer comigo? Para de me ligar, não tenho nada pra falar com ninguém.
Ele: Será?
Ela: Tenho certeza de tudo o que eu falo.
Ele: Então era verdade quando dizia que me amava?
Ela: "silêncio"
Ele: Me diz. Era verdade?
Ela: Se eu não te conheço, não sei quem é você, como pude dizer que te amo?
Ele: Por favor pare! Você sabe quem tá falando, não finja que não sabe.
Ela: Se insite em dizer isso, então refresque minha memória, porque não me lembro dessa voz.
Ele: Eu sou a pessoa mais idiota do mundo...
Ela: Sim, eu to percebendo que você é mesmo
Ele: Deixa eu falar, só me escuta pode ser?
Ela: Claro
Ele: Um dia eu fui o amor da sua vida, alguém que você se dedicou em fazer feliz, que você se entregou de todas as formas possíveis, que me deu amor, que me deu carinho e atenção. Alguém que estava ali sempre que eu quisesse ou precisasse, alguém que me deu a maior lição que eu poderia aprender. E um dia, eu te fiz sofrer, eu te fiz chorar noites e noites. Eu te ignorei e ignorei tudo o que você fazia e sentia por mim. Eu não queria uma única mulher. Eu queria me divertir com todas, porque achava que amor era coisa só de filme, novela e etc.
Ela: PARA! Aonde você quer chegar com isso? São só palavras. A vida me ensinou muita coisa, ou melhor, você mesmo me ensinou isso. Esfregou bem na minha cara o quanto eu era idiota em te amar.
Ele: Você pediu pra mim refrescar sua memória, e eu refresquei. Porque eu sei que você já tentou, mais nunca conseguiu amar outro cara além de mim. E eu sei que você iria se lembrar de mim quando eu falasse nisso, porque foi o único lado que você conheceu meu. Se eu viesse falando que era alguém que te amava, você iria dizer que era mentira, pois nunca conheceu esse meu lado. A finalidade disso tudo, não era te refrescar a memória. Mais isso me ajudou muito, obrigada! O meu verdadeiro motivo de tá te ligando essa hora, é que eu to arrependido de não ter te digo a verdade nunca. De querer sempre adiar, adiar e adiar... Até que eu te perdi. Mais a verdade é que eu nunca te esqueci. Você é a mulher da minha vida e eu sempre soube disso. Só não queria acreditar, só não queria que meu coração acreditasse nisso, porque eu tinha medo. Medo de me entregar a somente uma mulher e deixar minha vida toda passar diante dos meus olhos, e eu estando cego. Cego de amor! Então decidi enganar meu coração, brincar com os seus sentimentos, pra ver se eu me desapegava de você. Mais quando na verdade eu só queria te ter por perto.
Ela: Como eu posso saber que isso não é só mais uma das suas brincadeiras? Como posso saber que isso é verdade? São só palavras.
Ele: Porque...
Ela: Diga. Porque o que? Me fale! Me prove!
Ele: Porque eu jamais perderia o meu tempo, ou melhor, uma noite de sono para ligar pra uma mulher que sabe lá se ainda gosta de mim, pra dizer tudo isso.
Ela: "silêncio"
Ele: Mais se não quiser acreditar em mim, eu irei entender. Como te disse no começo da conversa, eu sou o maior idiota do mundo e te dou toda a liberdade de me chamar do que quiser. E se quiser desligar, tudo bem, eu irei entender.
Ela: Então tabom, tchau, acabou, não tenho coragem de acreditar mais em nenhuma palavra sua.
— "PIPIPI" e ela desligou mais uma vez.
Ele não iria deixar terminar assim, não dessa vez, não de novo... Então ligou mais uma vez.
Ela: Será que não cansa? Não cansa de me fazer sofrer? Para, por favor. (chorando)
Ele: Por favor, eu não mereço nenhuma gota das suas lágrimas. Eu só quero que você saiba que...
Ela: QUE?
Ele: Que eu te amo!
Ela: "silêncio"
Ele: Por favor, acredita em mim, eu mudei e posso mudar mais ainda por você. (chorando)
Ela: É impressão minha ou você tá chorando?
Ele: "silêncio"
Ela: A verdade é que eu também te amo, que eu preciso de você a todos os minutos da minha vida. Eu sofri, eu chorei, mais você insiste em me fazer sentir tudo de novo né? Eu perco horas, todos os dias, no cantinho do meu quarto, me desgastando em lágrimas.
Ele: Você deveria saber que eu faço o mesmo.
Ela: Faz?
Ele: Faço. Desde quando você decidiu partir da minha vida, eu ando ensaiando a melhor forma de te dizer isso.
Ela: Para.
Ele: Acredite em mim.
Ela: E se eu me machucar de novo?
Ele: Se eu te machucar, prometo deixa-la ir embora, sem nunca mais ir atrás. Prometo sumir da sua vida pra sempre.
Ela: Por favor, não fala isso nunca mais. Somente não me machuque. Assim não precisará de ir embora nunca mais da minha vida.
Ele: Eu lhe emploro para que volte, e que nunca mais vá embora. Que eu também não irei.
Ela: Eu te amo!
Ele: Pode até não acreditar, mais eu te amo muito mais.
Foi tão fácil me apegar a você.
E quantas vezes você riu de algo que te magoou...
VOCÊ MORRERIA POR MIM?
Ele: Senti sua falta hoje, na escola, por que você não foi?
Ela: É, eu tive que ir ao médico.
Ele: Ah, mesmo? Por que?
Ela: Ah, nada. Consultas anuais, só isso. Perdi algo importante?
Ele: Não! só algumas anotações
Ela: Hm... Ei, tenho uma pergunta.
Ele: Fale.
Ela: O quanto você me ama?
Ele: Você sabe que eu te amo mais que tudo. Por que a pergunta?
Ela: (silêncio)
Ele: Tem algo errado?
Ela: O quanto você se importa comigo?
Ele: Eu te daria o mundo numa batida de coração, se eu pudesse.
Ela: Daria?
Ele: É, claro que eu daria. (parecendo preocupado) Tem alguma coisa errada?
Ela: Não tenho nada, está tudo bem!
Ele: Ok, eu espero.
Ela: Você morreria por mim?
Ele: Eu me jogaria em frente uma bala para ela não te atingir, a qualquer dia.
Ela: Mesmo?
Ele: Mesmo. Mas agora, sério mesmo, aconteceu alguma coisa?
Ela: Não! Estamos todos bem. Bom, tenho que ir. Te vejo amanhã na escola.
Ele: Tchau. EU TE AMO.
O OUTRO DIA NA ESCOLA ELA NÃO APARECE E ANOITE O TELEFONE TOCA.
Ela: Alô?
Ele: Oi.
Ela: Ah, oi.
Ele: Por que você não foi na escola hoje de novo?
Ela: Ah, eu tinha outra consulta no médico.
Ele: Você está doente?
Ela: Hm, eu tenho que ir, minha mãe tá me chamando.
Ele: Eu espero.
Ela: Pode demorar, te ligo depois.
Ele: Tudo bem então, te amo (longa pausa)
Ela: (chorando) Olha, acho que devíamos terminar.
Ele: O que?! Por que?
Ela: Acho que é o melhor pra nós dois agora.
Ele: POR QUE?
Ela: Eu te amo. (ela desliga)
ELA NÃO FOI PRA ESCOLA POR MAIS TRÊS SEMANAS, E NÃO ATENDEU AOS TELEFONEMAS E ENTÃO ELE VAI ATE A CASA DELA E TOCA A CAMPAINHA.
Mãe: (expressão triste) Olá Pedro
Ele: Olá sr.Beckam. Estou atrás da Bia ela não está atendendo aos meus telefonemas, não aparece na escola, deve está me evitando (pausa) ela está em casa?
Mãe: Então você não está sabendo?
Ele: Soubendo do que?
Mãe: Não sei se eu seria a melhor pessoa para te explicar o motivo de você não saber o que está acontecendo, vamos vou te levar até a Bia.
ENTÃO A MÃE O LEVOU PARA O HOSPITAL. BIA ESTAVA DEITADA NA CAMA DO QUARTO. E NÃO PARECIA ESTÁ TÃO BEM.
Ele: Meu Deus, você está bem?
Ela: (silêncio)
Ele: Amor, fala comigo!
Ela: Eu.. eu tenho câncer. Estou em suporte de vida.
Ele: (começa a chorar)
Ela: Eles vão desligar tudo hoje à noite.
Ele: Por que?!
Ela: Eu queria te contar, mas eu não podia. Eu não queria te machucar.
Ele: Você nunca poderia me machucar.
Ela: Eu só queria ver se você sentia o mesmo que eu sinto por você. Eu te amo mais que qualquer coisa.
Ele: (silêncio)
Ela: Eu te daria o mundo em uma batida de coração. Eu me atiraria em frente a uma bala para te salvar. Eu morreria por você. Não fique triste, eu sempre vou te amar, estando aqui ou não.
Ele: Então por que você terminou comigo?
Enfermeira: Ei, jovem, o tempo de visita já acabou.
ELE A BEIJA PELA ÚLTIMA VEZ E LOGO APÓS SAI DO QUART.. AS MÁQUINAS DE FORAM DESLIGADAS. E ELA MORRE..
NO DIA SEGUINTE: Pedro foi encontrado morto com uma arma em sua mão, e com um pequeno papel na outra, escrito: Eu disse à ela que levaria um tiro por ela, assim como ela disse que morreria por mim.
— Eu vou embora
— Pode ir
— Não vai me impedir?
— Não.
— Porque?
— Por que...
– Pedro Pinheiro. (via apenasumadolescente)
July 2012
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Cheguei Tumblr!